Maconha

     
 
Derivada de um arbusto da família Moraceae que pode chegar a dois ou três metros de altura chamado Cannabis sativa, também conhecido como cânhamo, a maconha é a droga mais discutida atualmente em nosso país, fortalecendo e aumentando os mitos existentes em torno deste alucinógeno. Cresce praticamente em todos os tipos de solo e clima, e este é um dos motivos pelos quais esta droga tornou-se utilizada em culturas tão diferentes como a África do Sul, os Estados Unidos e o Brasil, entre dezenas de outros países.

Planta dióica (ou seja, tem espécimes masculinos e femininos), sintetiza várias substâncias (chamadas coletivamente de canabinóides) dentre as quais os três principais são o canabinol, o canabidiol e uma substância conhecida como delta-9-tetrahidrocanabinol (ou simplesmente THC), que provocam alterações psíquicas importantes no usuário. Normalmente, a droga é fumada sob a forma de cigarros (conhecidos por diversos nomes como baseado, fino, fininho, finório, erva, pacau, charão, vela, etc.), mas também pode ser ingerida por via oral. Dependendo do tipo de preparo, muda a concentração de canabinóides na droga. Vejamos quais são eles:

Na sua utilização mais comum, são fumadas as folhas e flores secas (algumas vezes também sementes), com um teor aproximado de 2% de canabinóides. Conhecida por marijuana, marihuana, diamba, liamba ou bangue.

A ganja ou sensimilla (sem sementes) é um subproduto de uma variedade conhecida como Cannabis indica. Resistente a temperatura baixas e atingindo pouca altura, é cultivada no Afeganistão e Paquistão. Obtida utilizando-se apenas das flores das plantas fêmeas, que são preparadas através de aparos de modo que uma maior concentração de THC ocorra nas inflorescências. Mais potente que o anterior (teor de 6% de canabinóides), também é fumada.

O haxixe é um composto obtido por grande pressão nas inflorescências. Obtêm-se uma pasta semi-sólida, normalmente moldada sob a forma de bolotas, com alta concentração de canabinóides (cerca de 8%). É mascado ou fumado.

O hash oil é o óleo também obtido das inflorescências da planta, e pode conter até 15% de canabinóides. Pode ser fumado misturando-se com tabaco ou maconha, ou ainda ingerido por via oral.

A partir de 1980, uma nova variedade invadiu as ruas dos Estados Unidos. Cultivada a partir de híbridos da Cannabis sativa e da Cannabis indica desenvolvidos na Costa Oeste do país. Uma reportagem de autoria do jornalista Osmar Freitas Jr. publicada na revista Isto É de 07 de fevereiro de 1996 traz revelações surpreendentes sobre o assunto, como segue:

“(...) Mas a repressão do governo Reagan aumentou em vigor e força os novos fazendeiros a procurar o abrigo das estufas. A mudança provocou intenso trabalho de pesquisa genética e tecnológica. Processos de criação seletiva possibilitaram a cópia dos melhores exemplares fêmeas (existem plantas macho, mas só as fêmeas são fumadas). Passou-se a manipular os padrões de luz recebida pelo vegetal, a quantidade de dióxido de carbono no ar e a quantidade de nutrientes recebidos pelas raízes. Esses recursos fazem com que a planta complete um ciclo inteiro de floração em apenas dois meses. ‘Numa área de dois metros quadrados se pode concentrar 100 pés de maconha’, garante o agente Robert Neel, do Drugs Enforcement Agency (DEA), agência de combate às drogas.”

“Numa fazenda de apartamento, um emaranhado de tubinhos plásticos automaticamente abastece as plantas com nutrientes líquidos, enquanto um tanque de dióxido de carbono exala eflúvios no ar. Durante 12 horas por dia, cerca de quatro lâmpadas de sódio de 600 watts de potência banham as Cannabis com hiperluminosidade. As demais horas são passadas em absoluta escuridão. O controle de luz deve ser rigoroso, pois vai determinar a qualidade e quantidade de produção. Mas são as lâmpadas fortes que denunciam os horticultores à polícia. Os agentes do DEA verificam que a conta de eletricidade de um determinado local está absurdamente alta. A partir disso, invadem o local e destroem a fazendinha, mas poucas vezes agarram o agricultor. ‘O governo americano gasta 1,6 bilhão no combate às drogas, mas estamos perdendo esta guerra’, confessa o agente Neel.”

“A informática passou a ser responsável não apenas pelo meio ambiente das estufas, mas também serve de sistema de segurança para seus proprietários. Utilizando-se de softwares apropriados, através do telefone um produtor pode entrar em contato com outro. Esta comunicação é feita por serviços de correios eletrônicos privados. Se a polícia invadir a estufa, sensores eletrônicos de movimento dão o alarme.”

Tantos investimentos assim levam a uma única conclusão: o cultivo da Cannabis é altamente rentável para os traficantes, diferentemente do que tem sido apregoado por alguns defensores da legalização desta droga no país.

A maconha é uma velha conhecida da humanidade. Aparece no Pen Ts’oo Ching, texto medicinal de origem chinesa e considerado o mais antigo do gênero no mundo (6.000 anos), onde era indicada para asma, cólicas menstruais e inflamações da pele. Ao que tudo indica, também fazia parte do herbário do imperador chinês Nung, há quase 5.000 anos. Outro tratado chinês de 2.000 anos atrás indicava seu uso como anestésico em cirurgias. Já na medicina Ayurvédica da Índia, a maconha é recomendada como hipnótico, analgésico e espasmolítico. A seguir, mais um pequeno trecho de Drogas: subsídios para uma discussão, onde Carlini e Masur tecem algumas considerações importantes a respeito do histórico desta droga:

“(...) A fama da maconha como medicamento, nos meados do II milênio da era cristã, ganhou também o Oriente Médio. Assim, talvez devido à proscrição do álcool pelo Alcorão, o uso de maconha era muito difundido entre os muçulmanos, inclusive como medicamento. Nos Estados Unidos, a planta ganhou consideração como medicamento. Figurava em vários livros de terapêutica e era mencionada em revistas médicas e na própria farmacopéia americana.”

“O dr. Froonmuller, médico realmente entusiasta das propriedades hipnóticas da maconha, após utilizá-la em mais de mil pacientes, escreveu em 1860:”

“‘De todos os anestésicos existentes, a maconha (Indian hemp) é aquele que produz um narcotismo mais próximo do sono natural, sem causar qualquer excitação extraordinária dos vasos, ou qualquer suspensão das secreções, e onde não há o medo de reações perigosas e paralisia consecutiva.’”

“Entretanto, o uso médico da maconha lentamente declinou no fim do século passado e no começo deste. A principal razão para o seu desuso médico foi, provavelmente, o não isolamento dos princípios ativos e o conseqüente uso de preparações brutas (extratos), cuja variabilidade química e cuja deterioração com o tempo e a luz faziam com que os efeitos clínicos fossem imprevisíveis.”

Na verdade, apenas a partir de 1964 a comunidade científica começou a estudar a maconha de uma forma mais séria. Neste ano foi extraída da maconha o seu principal princípio ativo, o THC, pelo pesquisador Raphael Mechoulan, da Universidade de Tel Aviv. Ele ainda sintetizou o THC, tornando possível o estudo sistemático das ações da droga no organismo humano. Nos dias atuais ainda fortemente cercada por mitos e incertezas, o fato é que ainda se sabe muito pouco sobre a maconha. Quando os cientistas decifrarem as reações químicas causadas por seu uso é que poderemos discutir os hoje supostos “benefícios” para casos específicos da droga no organismo.

Dois remédios fabricados a base de THC sintético são fabricados hoje em dia: Nabilone (Canadá) e Marinol (Estados Unidos). Em forma de cápsulas, são utilizados para superar as crises de náusea e vômitos causadas pela quimioterapia aplicada nos pacientes de câncer (uma cápsula antes do tratamento e outra depois) e na estimulação do apetite dos pacientes de AIDS (uma cápsula meia hora antes das refeições). Outra utilização da droga sintética ocorreria nos casos de glaucoma, porque o THC controlaria a ação dos líquidos que correm na córnea e na íris. Isto está em discussão, são apenas evidências não completas. Vários estudos estão sendo feitos para avaliar a veracidade ou não destas afirmações. Em Londres, a equipe do Hospital Geral de Southampton relatou um caso em que uma paciente tratada com uma cápsula de THC sintético de dois em dois dias obteve alívio dos sofrimentos causados por esclerose em placas (SEP). A grande controvérsia no caso do THC sintético é que existem outros medicamentos disponíveis para as utilizações a que ele se propõe já devidamente conhecidos pelos cientistas e sem causar os efeitos colaterais que este produz. Em entrevista a revista Superinteressante, de agosto de 1995, o professor de farmacologia da Universidade Federal Paulista/Escola Paulista de Medicina Roberto Frussa Filho resumiu a questão da seguinte forma: “O que precisamos é avaliar se e quando vale a pena usá-la (a maconha). Acho que pode se tornar uma opção para quem não aceita o tratamento convencional.”



Do caule e galhos mais robustos da Cannabis sativa retiram-se ainda fibras que, ao serem processadas, assemelham-se ao linho, e geraram uma nova frente de discussão na questão de legalização desta droga: a sua utilização industrial. Roupas, cosméticos, detergentes e papéis podem ser gerados a partir da planta. A Adidas lançou um tênis reciclável feito destas fibras chamado Chronic, gíria americana que significa fumante de maconha, com ínfimo teor de THC. A Sharon’s Finest, companhia de comida natural da Califórnia, lançou o Hemp Rella, queijo à base de semente de maconha. Parece óbvio no entanto que não é necessária a legalização da droga para que seu potencial industrial seja aproveitado. A experiência em outros países mostra que é possível manter plantações da droga em espaços rigidamente controlados pelo governo, como na Inglaterra e França por exemplo. Além da discussão sobre o suporte que tais medidas poderiam trazer para a legalização da maconha e os discutíveis benefícios que tais plantações controladas trariam, resta saber se nossas autoridades realmente teriam condições de exercer este rígido controle. Afinal, isto é Brasil.

Os efeitos dependem da forma de administração da droga (fumada ou ingerida) e da quantidade utilizada. Veja a figura abaixo:



Como sinais aparentes podemos destacar os olhos vermelhos (hiperemia das conjuntivas), boca seca e fome exagerada (a já citada larica) com vontade acentuada de ingerir doces. Apesar do THC ser um depressor do Sistema Nervoso Central (SNC), se a maconha for utilizada em grupos pode trazer sensação de euforia e risos. Quando usada individualmente costuma produzir relaxamento e sonolência. Esses efeitos aparecem logo após a droga ser ingerida (entre 5 e 15 minutos) e duram de uma a três horas. Dentre os malefícios conhecidos causados nos usuários podemos destacar os que abaixo seguem por serem cientificamente comprovados:

Taquicardia (aceleração dos batimentos cardíacos). Não é “perigoso”, mas pode prejudicar seriamente alguém que já tenha problemas cardíacos.

Baixa do hormônio testosterona. Isto causa uma queda muito grande no número de espermatozóides. Ao contrário dos mitos que existem a respeito da droga, esta baixa não tem nada a ver com a libido. É um decréscimo da fertilidade. Mas isto é temporário: basta parar de usar que a situação é revertida.

Câncer. As folhas de maconha possuem uma fina camada de cera recobrindo-as, chamada benzopireno. Esta substância existe também no cigarro, mas em quantidades bem menores.

Afecções respiratórias. Por exposição do epitélio dos brônquios e bronquíolos expostos repetidamente à fumaça da maconha, altamente irritante.

Perda da memória a curto prazo. São comuns os “brancos” de memória nos usuários da droga. A pessoa esquece o nome de uma pessoa que recém lhe foi apresentada apenas no tempo de um apertar de mãos, por exemplo. Afeta a memória imediata e a concentração.

Síndrome amotivacional. Caracterizada por um desestímulo para perseguir os objetivos considerados desejáveis pela sociedade atual, tais como estudar, trabalhar e praticar esportes.

Piora quadros de esquizofrenia preexistentes.

Perda da discriminação do tempo e do espaço. Estes são dois efeitos psíquicos agudos que não são facilmente percebidos pelos usuários. Sob os efeitos da droga, a pessoa comete grosseiros erros no cálculo de distâncias, geralmente estimando-as como muito maiores do que realmente são. O cálculo do tempo é sempre para mais (um minuto pode parecer dez, uma hora ou mesmo mais). Isto ocorre porque o fluxo de pensamentos se acelera; curtos fragmentos de idéias incompletas se atropelam na mente de tal maneira que, bombardeada por muitos desses fragmentos, ela hiperestima o tempo. Estes efeitos são particularmente perigosos se o usuário dirigir após consumir a droga. No caso de uma ultrapassagem, por exemplo, ele pode não conseguir calcular corretamente o tempo e a distância, colocando em risco sua vida e a de outros que porventura estejam próximos.

Pode prejudicar o feto se utilizada durante a gravidez.

Produz os mesmos problemas que o tabaco. Além do câncer, já citado, podemos listar ainda bronquite, asma, faringite e enfisema. Em suma, os efeitos pulmonares são tão ou mais graves do que os do cigarro comum.

Alguns usuários podem ainda perder o interesse por cuidar de sua saúde e higiene.

Em matéria publicada na Revista da Folha de São Paulo, de 18 de junho de 1995, que utilizou como fontes o Secretário de Vigilância Sanitária, professor Elisaldo Carlini; e o dr. Luiz Alberto Chaves de Oliveira, médico pediatra formado pela USP e diretor da Clínica de Recuperação Recanto Maria Teresa; mais alguns mitos sobre a maconha caíram por terra. Seguem alguns trechos cujos tópicos não foram abordados por este autor:

É bom para a asma. Mentira. Há antigas alegações sobre isso, mas nenhuma prova definitiva. O professor Elisaldo Carlini acredita que a tese é descabida. Ele lembra que a fumaça da maconha é muito irritante para os brônquios.

Reduz ou aumenta o apetite sexual. Em discussão. Não há comprovação de nenhuma dessas afirmações. Na Índia, há um antigo ritual de casamento em que os pais dos noivos oferecem ao casal ramos de maconha, a título de estimulante sexual. Usuários relatam que, num primeiro momento, a droga pode melhorar o desempenho sexual. Depois, há a tendência de perda de libido, desinteresse. O abusador acabaria trocando um prazer pelo outro.

Acelera processos psicológicos como pânico ou paranóia. Verdade. A ingestão de grande quantidade de tetra-hidrocanabinol (THC) altera a capacidade funcional do cérebro. O efeito vai depender da pessoa e das condições de uso. Tese do professor Marcos Pacheco Ferraz, da Escola Paulista de Medicina, mostrou que mulheres que fumam maconha apresentam mais facilmente quadros de pânico e outras reações desagradáveis. Embora não seja muito comum, a maconha (e qualquer outra droga) pode induzir à paranóia (delírios persecutórios, juízo falso da realidade).

É a “porta de entrada” para outras drogas. Mentira. Pesquisa feita em 1993 mostra que adolescentes que se iniciam com solventes (cola de sapateiro, etc.) têm mais possibilidades de chegar a outras drogas do que os que fumam maconha.

Não causa dependência. Em discussão. Ao contrário da cocaína, que é hidrossolúvel (eliminada pela urina e suor), a maconha é lipossolúvel (solúvel em gordura) e se acumula no organismo. Mesmo quando a pessoa interrompe o uso, é como se ela estivesse com um daqueles emplastros de nicotina: a substância continua agindo no organismo, o que impede a verificação de uma síndrome de abstinência. Mesmo a dependência física da cocaína ainda é discutida cientificamente,apesar dos sintomas da abstinência (sudorese, dor de cabeça, taquicardia, agitação, náuseas, diarréia).

Não há casos comprovados de overdose por consumo de maconha entre seres humanos. Mas na França, durante a década de 40, alguns cavalos acabaram morrendo depois de ingerir grande quantidade do produto. Mais recentemente, em 1995, num sítio de Viamão, na Grande Porto Alegre, alguns bezerros e uma vaca holandesa também morreram quando um capataz, ao encontrar dez pacotes de 4,5 quilos da droga, deu-a para os animais pensando tratar-se de alfafa.

Sobre altas doses da droga, vamos valer-nos mais uma vez dos ensinamentos contidos no já citado livro Conversando sobre drogas:

“(...) Com doses mais altas iniciam os delírios (desorientação, confusão, raciocínio incoerente, medo, ilusões), alucinações (perceber algo quando não há estímulo) e despersonalização (sente que não é mais ele mesmo), que podem atingir um nível de psicose tóxica. Nestes estágios de intoxicação a pessoa pode sentir-se muito mal, mostrar-se agitada e confusa, caracterizando a ‘má viagem’”.

A droga causa dependência psíquica, mas apesar de vários usuários apresentarem irritação, insônia e perda do apetite quando deixam de utilizá-la, a dependência física e a tolerância não estão ainda devidamente comprovadas.

Outro mito que cerca esta droga é a afirmação de que ela levaria o usuário à loucura, atrofiando seu cérebro e transformando-o em um psicopata homicida. Por vezes, assistimos no noticiário alguém alegar que matou determinada pessoa porque no momento estava sob o efeito da maconha. Isto não é verdade. A maconha talvez potencialize a personalidade de quem a fuma, mas jamais a modifica. A este respeito, vale destacar o pensamento de Baudelaire, poeta que escreveu sobre a droga no século passado em seu livro Paraíso artificial:

“O cérebro e o organismo sobre os quais opera o haxixe oferecerão apenas seus fenômenos comuns, aumentados, é verdade, mas sempre fiéis às suas origens. O homem não escapará à fatalidade de seu temperamento. (...) O haxixe será um espelho que aumenta, mas um simples espelho. (...) O homem quis sonhar, o sonho governará o homem, mas esse sonho será o filho de seu pai.”

Vários tipos de plantas secas são misturadas para aumentar o lucro dos traficantes com a venda da droga. Outra mistura preferida pelos traficantes é o esterco seco de vaca, por sua semelhança com a maconha depois de esfregado entre as mãos (na gíria dos usuários este ato de esfregar a maconha com os dedos para facilitar a confecção do cigarro chama-se esmurrugar).

A maconha é vendida em pequenas quantidades, normalmente suficientes para um ou dois cigarros, em trouxinhas de papel ou plástico conhecidas por parangas. Um cigarro de tamanho usual pode ser consumido por até três usuários, dependendo da qualidade e quantidade da droga. A fumaça é aspirada intensamente e a pessoa prende a respiração (algumas vezes apertando o nariz com os dedos) para intensificar os efeitos. Entre os utensílios mais utilizados entre os usuários estão os papéis para fechar o cigarro (conhecido por seda, sendo que o mais popular deles é o da marca Colomy) e pequenas piteiras conhecidas como maricas, usadas para fumar a droga até o fim do cigarro sem queimar os dedos. Cachimbos também podem ser utilizados para o consumo, apesar disto ser raro por consumir mais maconha para serem obtidos os mesmos efeitos.
 

 

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