Lolo

     
 
Estas drogas fazem parte do grupo dos inalantes, assim chamados porque a absorção destas drogas se dá por via pulmonar (entram no organismo aspiradas pelo nariz ou pela boca) que inclui basicamente dois sub-grupos:

os solventes orgânicos;

clorofórmio e éter.

Os primeiros, encontrados em grande quantidade nas atividades domésticas, industriais e comerciais, perfazem um número enorme de produtos, como colas, esmaltes, vernizes, aerossóis, tintas, removedores, propelentes, graxas, ceras, fluídos para isqueiros, azeites, resinas, corantes, soluções para lavagens à seco, perfumes, combustíveis, etc.; que possuem em sua fórmula substâncias químicas voláteis (solventes como o tolueno, xilol, acetona, acetato de etila, estireno, naftaleno, n-hexana, tricloroetileno, tetracloreto de carbono, tricloroetano, cloreto de metileno, entre outros) que, ao se evaporarem à temperatura ambiente, são inalados voluntária (quando meninos de rua cheiram cola, por exemplo) ou involuntariamente (um pintor que permaneça durante muito tempo em um ambiente fechado onde tintas estejam sendo usadas). Além de serem facilmente encontradas, seu baixo custo permite a aquisição pelos principais usuários como drogas de abuso: os meninos de rua e uma considerável parcela dos estudantes de 1o e 2o graus. O uso maciço dos solventes iniciou-se no início da década de 60 nos Estados Unidos, sendo que as primeiras referências sobre seu uso como drogas de abuso no Brasil datam do período de 1965/1970.

Inicialmente, os inalantes produzem sensações de torpor, leveza, excitação e euforia, acompanhados de impulsividade e agressividade. Doses maiores podem trazer desorientação do usuário, confusão, visão embaralhada, perda do auto-controle e da coordenação motora, tonturas, sonolência, fala arrastada e andar vacilante. Estágios mais graves de intoxicação podem provocar perda de consciência, alucinações e convulsões. Seu uso crônico acarreta demência; lesões hepáticas, cardíacas, dos músculos e do sangue. Pode ocorrer morte súbita por sensibilidade do miocárdio.

Sobre o uso dos inalantes, vale destacar um pequeno trecho do livro Abuso de Álcool e Drogas - uma orientação clínica ao diagnóstico e tratamento, de Marc Schuckit:

“Os solventes são em geral usados de modo intermitente, freqüentemente como parte de uma ‘moda’ entre adolescentes ou grupos com acesso limitado às drogas. Os adolescentes tendem a abandonar o uso dos solventes após um ano ou dois, à medida que crescem e mudam para outras substâncias (...).”

Já o livreto Normas e Procedimentos na Abordagem do Abuso de Drogas, elaborado pela Secretaria Nacional de Assistência à Saúde (SNAS), diz o seguinte:

“(...) Dados levantados por diferentes autores em diferentes cidades e em duas pesquisas mais amplas abrangendo cerca de 47.000 estudantes de 17 cidades do Brasil, em escolas públicas e particulares, apontaram que as drogas mais utilizadas (exceto álcool e tabaco) são, pela ordem, os solventes ou inalantes (17% de nossos escolares já os experimentaram, de acordo com inquérito realizado em 1989), os ansiolíticos e benzodiazepínicos (7%), as anfetaminas e anorexígenos (4%), a maconha (3,5%), os barbitúricos (2%), os xaropes antitussígenos (1,5%), os anticolinérgicos (1%) e a cocaína (0,7%). Estes números referem-se ao ‘uso na vida’, ou seja, aqueles casos em que o estudante utilizou qualquer droga pelo menos uma vez na vida.”

Deduz-se então que os inalantes podem ser a porta de entrada para o consumo de outras drogas entre nossos jovens.

A cola de sapateiro é uma mistura de vários solventes orgânicos. É normalmente usada por meninos de rua ou jovens de família de baixa renda. Um dos sinais de uso que esta droga deixa, além do cheiro característico nas roupas ou na respiração do usuário (o que é comum a todos os inalantes), são os vestígios do produto na pele. Causa irritação nos olhos, nariz, garganta e pele; vômitos, diarréia, fraqueza acentuada, distúrbios da visão, dor de cabeça, perda momentânea da memória e do auto-controle, tremores, ansiedade e irritabilidade. Seu uso contínuo pode produzir cólica intestinal, fraqueza muscular, falta de coordenação motora, problemas no fígado, confusão mental e sonolência.

A benzina é um composto derivado do petróleo, muito parecido com o querosone, utilizado na maioria das vezes como removedor de tintas. Sua utilização entre estudantes é comum pela facilidade de se adquirir a droga. Náuseas, vômitos, tonturas, dores de cabeça, irritação dos olhos, nariz e garganta são alguns dos efeitos que esta droga causa. Pode produzir ainda sonolência, confusão mental, convulsões e morte.

O clorofórmio é conhecido desde 1847. Sobre ele, assim referem-se os já citados autores de Conversando sobre drogas:

“O clorofórmio é um líquido claro, incolor, de odor característico, não inflamável. Também é chamado de triclorometano; é administrado através da inalação de seus vapores. Foi um dos primeiros anestésicos gerais usados, mas seu uso para este propósito foi abandonado devido aos seus efeitos tóxicos (morte por lesão do fígado ou parada cardíaca). É utilizado sobretudo como dissolvente, na extração e purificação de medicamentos, nos agentes de limpeza e em outros produtos farmacêuticos. Sobre a pele e mucosas ele age como um irritante, deixando-as vermelhas, capaz de provocar queimaduras. Age como um depressor do sistema nervoso central, deprimindo o centro responsável pela respiração. Podemos dividir os efeitos do clorofórmio de acordo com o tipo de exposição:”

“A) Agudos: analgesia, irritação da pele e mucosas, náuseas, problemas relacionados à circulação do sangue, depressão e coma (inconsciência).”

“B) Crônicos: toxicidade do fígado e rins. Pode ocorrer depressão do centro da respiração e coração.”

Já o éter, também um líquido incolor e com odor muito desagradável, é ainda volátil e muito inflamável. Poderoso anestésico, causa irritação nos olhos, nariz e garganta, podendo causar escamação da pele.

O lança-perfume é uma combinação de éter, clorofórmio, cloreto de etila e uma essência perfumada. Embalado sob pressão dentro de um vasilhame adquire a forma líquida, evaporando-se rapidamente quando em contato com o ar. Seu uso é sazonal; está associado ao período de carnaval: antigamente, fazia parte das brincadeiras esguichar o produto nos outros foliões, causando uma sensação gostosa por seu perfume e pelo “friozinho” que produzia. Mas com o passar do tempo, este uso inocente do lança-perfume perdeu lugar para sua utilização como inalante: esguichado em lenços que as pessoas levavam ao nariz, produzia sensação de torpor e euforia. Depois de muitas mortes por parada cardíaca dos usuários desta droga, as autoridades brasileiras proibiram a fabricação e comercialização deste produto a partir de 1965. Hoje, entra no Brasil como contrabando da Argentina e do Paraguai.

O cheirinho da loló é um composto caseiro de éter, clorofórmio e perfumes ou essências caseiras. Estes dois primeiros componentes podem ser substituídos por qualquer outro tipo de solvente. Meninos de rua e estudantes são os maiores consumidores desta droga, muitas vezes consumida nos intervalos entre as aulas.

As drogas e a vida: uma abordagem biopsicossocial, livro organizado por Richard Bucher, traz ainda estas valiosas informações sobre os inalantes:

“... Os efeitos geralmente começam com o início da inalação e perduram por 15-45 minutos depois que a inalação cessa.”

“A inalação repetida dos solventes orgânicos pode levar a lesões irreversíveis do córtex cerebral, da medula óssea, dos brônquios e dos rins. A inalação da gasolina é mais perigosa porque contém chumbo (aditivo chumbo tetra-etila) que lesa gravemente o organismo. Se ingeridos, os solventes orgânicos podem ser fatais.”

“Até o momento não foi comprovado que essas drogas provoquem dependência física ou psíquica. A tolerância pode-se desenvolver, em caso de inalação regular, num espaço de 2 a 3 meses.”

A síndrome de abstinência provocada pelos inalantes entre seus usuários pode trazer hiperatividade, alucinações, delírios, ansiedade, calafrios e irritabilidade.

Estas drogas fazem parte do grupo dos inalantes, assim chamados porque a absorção destas drogas se dá por via pulmonar (entram no organismo aspiradas pelo nariz ou pela boca) que inclui basicamente dois sub-grupos:

os solventes orgânicos;

clorofórmio e éter.

Os primeiros, encontrados em grande quantidade nas atividades domésticas, industriais e comerciais, perfazem um número enorme de produtos, como colas, esmaltes, vernizes, aerossóis, tintas, removedores, propelentes, graxas, ceras, fluídos para isqueiros, azeites, resinas, corantes, soluções para lavagens à seco, perfumes, combustíveis, etc.; que possuem em sua fórmula substâncias químicas voláteis (solventes como o tolueno, xilol, acetona, acetato de etila, estireno, naftaleno, n-hexana, tricloroetileno, tetracloreto de carbono, tricloroetano, cloreto de metileno, entre outros) que, ao se evaporarem à temperatura ambiente, são inalados voluntária (quando meninos de rua cheiram cola, por exemplo) ou involuntariamente (um pintor que permaneça durante muito tempo em um ambiente fechado onde tintas estejam sendo usadas). Além de serem facilmente encontradas, seu baixo custo permite a aquisição pelos principais usuários como drogas de abuso: os meninos de rua e uma considerável parcela dos estudantes de 1o e 2o graus. O uso maciço dos solventes iniciou-se no início da década de 60 nos Estados Unidos, sendo que as primeiras referências sobre seu uso como drogas de abuso no Brasil datam do período de 1965/1970.

Inicialmente, os inalantes produzem sensações de torpor, leveza, excitação e euforia, acompanhados de impulsividade e agressividade. Doses maiores podem trazer desorientação do usuário, confusão, visão embaralhada, perda do auto-controle e da coordenação motora, tonturas, sonolência, fala arrastada e andar vacilante. Estágios mais graves de intoxicação podem provocar perda de consciência, alucinações e convulsões. Seu uso crônico acarreta demência; lesões hepáticas, cardíacas, dos músculos e do sangue. Pode ocorrer morte súbita por sensibilidade do miocárdio.

Sobre o uso dos inalantes, vale destacar um pequeno trecho do livro Abuso de Álcool e Drogas - uma orientação clínica ao diagnóstico e tratamento, de Marc Schuckit:

“Os solventes são em geral usados de modo intermitente, freqüentemente como parte de uma ‘moda’ entre adolescentes ou grupos com acesso limitado às drogas. Os adolescentes tendem a abandonar o uso dos solventes após um ano ou dois, à medida que crescem e mudam para outras substâncias (...).”

Já o livreto Normas e Procedimentos na Abordagem do Abuso de Drogas, elaborado pela Secretaria Nacional de Assistência à Saúde (SNAS), diz o seguinte:

“(...) Dados levantados por diferentes autores em diferentes cidades e em duas pesquisas mais amplas abrangendo cerca de 47.000 estudantes de 17 cidades do Brasil, em escolas públicas e particulares, apontaram que as drogas mais utilizadas (exceto álcool e tabaco) são, pela ordem, os solventes ou inalantes (17% de nossos escolares já os experimentaram, de acordo com inquérito realizado em 1989), os ansiolíticos e benzodiazepínicos (7%), as anfetaminas e anorexígenos (4%), a maconha (3,5%), os barbitúricos (2%), os xaropes antitussígenos (1,5%), os anticolinérgicos (1%) e a cocaína (0,7%). Estes números referem-se ao ‘uso na vida’, ou seja, aqueles casos em que o estudante utilizou qualquer droga pelo menos uma vez na vida.”

Deduz-se então que os inalantes podem ser a porta de entrada para o consumo de outras drogas entre nossos jovens.

A cola de sapateiro é uma mistura de vários solventes orgânicos. É normalmente usada por meninos de rua ou jovens de família de baixa renda. Um dos sinais de uso que esta droga deixa, além do cheiro característico nas roupas ou na respiração do usuário (o que é comum a todos os inalantes), são os vestígios do produto na pele. Causa irritação nos olhos, nariz, garganta e pele; vômitos, diarréia, fraqueza acentuada, distúrbios da visão, dor de cabeça, perda momentânea da memória e do auto-controle, tremores, ansiedade e irritabilidade. Seu uso contínuo pode produzir cólica intestinal, fraqueza muscular, falta de coordenação motora, problemas no fígado, confusão mental e sonolência.

A benzina é um composto derivado do petróleo, muito parecido com o querosone, utilizado na maioria das vezes como removedor de tintas. Sua utilização entre estudantes é comum pela facilidade de se adquirir a droga. Náuseas, vômitos, tonturas, dores de cabeça, irritação dos olhos, nariz e garganta são alguns dos efeitos que esta droga causa. Pode produzir ainda sonolência, confusão mental, convulsões e morte.

O clorofórmio é conhecido desde 1847. Sobre ele, assim referem-se os já citados autores de Conversando sobre drogas:

“O clorofórmio é um líquido claro, incolor, de odor característico, não inflamável. Também é chamado de triclorometano; é administrado através da inalação de seus vapores. Foi um dos primeiros anestésicos gerais usados, mas seu uso para este propósito foi abandonado devido aos seus efeitos tóxicos (morte por lesão do fígado ou parada cardíaca). É utilizado sobretudo como dissolvente, na extração e purificação de medicamentos, nos agentes de limpeza e em outros produtos farmacêuticos. Sobre a pele e mucosas ele age como um irritante, deixando-as vermelhas, capaz de provocar queimaduras. Age como um depressor do sistema nervoso central, deprimindo o centro responsável pela respiração. Podemos dividir os efeitos do clorofórmio de acordo com o tipo de exposição:”

“A) Agudos: analgesia, irritação da pele e mucosas, náuseas, problemas relacionados à circulação do sangue, depressão e coma (inconsciência).”

“B) Crônicos: toxicidade do fígado e rins. Pode ocorrer depressão do centro da respiração e coração.”

Já o éter, também um líquido incolor e com odor muito desagradável, é ainda volátil e muito inflamável. Poderoso anestésico, causa irritação nos olhos, nariz e garganta, podendo causar escamação da pele.

O lança-perfume é uma combinação de éter, clorofórmio, cloreto de etila e uma essência perfumada. Embalado sob pressão dentro de um vasilhame adquire a forma líquida, evaporando-se rapidamente quando em contato com o ar. Seu uso é sazonal; está associado ao período de carnaval: antigamente, fazia parte das brincadeiras esguichar o produto nos outros foliões, causando uma sensação gostosa por seu perfume e pelo “friozinho” que produzia. Mas com o passar do tempo, este uso inocente do lança-perfume perdeu lugar para sua utilização como inalante: esguichado em lenços que as pessoas levavam ao nariz, produzia sensação de torpor e euforia. Depois de muitas mortes por parada cardíaca dos usuários desta droga, as autoridades brasileiras proibiram a fabricação e comercialização deste produto a partir de 1965. Hoje, entra no Brasil como contrabando da Argentina e do Paraguai.

O cheirinho da loló é um composto caseiro de éter, clorofórmio e perfumes ou essências caseiras. Estes dois primeiros componentes podem ser substituídos por qualquer outro tipo de solvente. Meninos de rua e estudantes são os maiores consumidores desta droga, muitas vezes consumida nos intervalos entre as aulas.

As drogas e a vida: uma abordagem biopsicossocial, livro organizado por Richard Bucher, traz ainda estas valiosas informações sobre os inalantes:

“... Os efeitos geralmente começam com o início da inalação e perduram por 15-45 minutos depois que a inalação cessa.”

“A inalação repetida dos solventes orgânicos pode levar a lesões irreversíveis do córtex cerebral, da medula óssea, dos brônquios e dos rins. A inalação da gasolina é mais perigosa porque contém chumbo (aditivo chumbo tetra-etila) que lesa gravemente o organismo. Se ingeridos, os solventes orgânicos podem ser fatais.”

“Até o momento não foi comprovado que essas drogas provoquem dependência física ou psíquica. A tolerância pode-se desenvolver, em caso de inalação regular, num espaço de 2 a 3 meses.”

A síndrome de abstinência provocada pelos inalantes entre seus usuários pode trazer hiperatividade, alucinações, delírios, ansiedade, calafrios e irritabilidade.
 

 

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