VOLTANDO A FALAR DE "CRACK” UM BARATO QUE SAI CARO

     
 

 

Dos leitores da ultima matéria com o titulo “Crack: O Perigo ronda a cidade”, publicada por este jornal, edição de 29/11/2005, recebi alguns e-mails, de pessoas pedindo mais informações sobre o crack. Por este motivo resolvi escrever, dando mais explicações sobre esta terrível droga. O produto geralmente puro obtido da folha de coca é a cocaína básica ou o seu sal, denominado de “Cloridrato ou sulfato”. Aspirado, ou seja “cheirados” como fazia os mais antigos com o rapé ou injetados na veia depois de dissolvidos (os tais sais), exercem o seu potencial estimulante dentro de alguns minutos e duram cerca de duas horas no organismo, dependendo da dose que foi utilizada. Na medida que a repressão aumenta, a cocaína básica pura e ou seu sal, torna-se cada vez mais um produto relativamente caro, pois só é conseguida, via contrabando. Através de seus promotores procurou-se obter derivados mais baratos, democráticos e que pudessem ser usados com mais facilidade, por incautos usuários. Chegou-se assim a dois produtos impuros, geralmente obtidos nas fases intermediarias do refino, a MERLA e o CRACK. A MERLA é a pasta básica da coca, um produto pastoso produzido nas fases iniciais de refino, contém ainda impurezas derivadas dos insumos químicos utilizados para a obtenção da cocaína. É também fumada geralmente misturada com a maconha ou tabaco. Já o Crack é obtido tratando-se o sal de cocaína por bicarbonato de sódio e água, deixando-se resfriar para obter pequenos cristais ou pedras. Contêm cerca de 40% de cocaína, sendo o restante representado por bicarbonato, ácidos e solventes utilizados no processo de obtenção. Por isso, o produto é mais barato do que a cocaína pura. O nome crack deriva do fato de produzir pequenos estalos quando queimado. O produto é fumado usando-se “cachimbos” artesanais adaptados de pequenas caixas de plástico ou papelão. Devido seu menor preço essa droga tem atingido as camadas mais pobres de população, se bem que atualmente atinge também a classe média, chegando aos barzinhos, aos pátios de escolas e a certos condomínios. Como é fumado, é rapidamente absorvido, pois a mucosa pulmonar é grande, ricamente vascularizada e amplamente permeável. Em cerca de oito segundos, já se encontra no cérebro, exercendo o seu efeito estimulante, excitando os centros cerebrais do prazer, bloqueando a recaptação do neurotransmissor, Dopamina que se acumula junto aos neurônios (células nervosas cerebrais). Assim as atividades motoras e sensoriais são superestimuladas. Há euforia, inquietação, desinibirão, agitação, perda do apetite, além de taquicardia, midríase (dilatação da pupila), aumento da pressão arterial, sudorese e alucinações visuais. Podem também ocorrer fibrose (endurecimento) pulmonar, quase igual a provocada pelo cigarro e pneumonia química. Seu efeito estimulante no organismo é rápido e fugaz, durante apenas cerca de 20 minutos. Sendo uma droga tremendamente compulsiva, a tendência do individuo é então fumar nova quantidade: É o “craving”, isto é, a procura ansiosa de novo estimulo, ou seja, a “fissura” ou a vontade de fumar mais e mais. Assim, os neurônios podem chegar a exaustão, com reflexos devastadores sobre o cérebro. Depois de algum tempo de uso, que pode ir de alguns dias a poucos meses, dependendo da freqüência e da quantidade de uso, há danos irreversíveis no sistema nervoso central e no aparelho cardiovascular, podendo se chegar á loucura ou a morte. Alguns consumidores, após a exaustão, sentem o corpo amolecido e conseqüentemente podem então dormir um sono profundo estuporoso, do qual ás vezes, não se acorda. Copiou! Este é meu jovem leitor. . . O barato que saí caro!

 
     
 
Notícia Publicada em: 06/12/2005

 

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