VIOLÊNCIA & VIOLÊNCIA ILIMITADA.

     
 

 

Esta minha historia com nomes e locais diferente, pode até ser por coincidência, igual a sua, que necessariamente para ter tido um bom balizamento moral, não foi filho de pobre, mas de um rico, bom, honesto e até trabalhador, pois eles também existem. Mas... para não perder o foco, vamos a historia prometida: Meu severo pai, mais que biológico, era educador e ferreiro, carinhosamente por todos, chamado de Sô Perón, de uma família muito pobre, que muito bem e com amor se casou, com Dona Gilda, uma da filhas de um fazendeiro muito rico, lá de Ubá, das Minas Gerais. Com muita seriedade ele provou não estar dando o golpe do baú, nunca recebendo, nem um tostão da herança dos pais da minha mãe, dona Gilda que, também severa e amorosa educadora, nunca nada quis de tal herança receber. Naquela época como não havia Jardim de Infância, que reconheço ser hoje neste modelo de sociedade, muito importante para a socialização da criança, eu que era o caçula, o Zezé, já aos seis anos de idade, de 08 às 11 horas da manhã, era o escalado, para tocar foles lá da oficina de meu pai, que já disse, era ferreiro. Era um trabalho simples, ficar sobre um banquinho, puxando um cabo de madeira de cima para baixo e o deixando subir a sua própria necessidade de se encher de ar novamente. Eu me sentia orgulhoso e cheio de felicidade, que sei hoje se chamar alto-estima, reforçada a cada elogio de meu pai e dos que entravam na oficina e diziam, ao papai e a mim: -Este menino vai longe... que menino trabalhador, você vai ser igual a seu pai...etc. Estes incentivos ao mesmo tempo, como já escrevi por diversas vezes, me entusiasmavam ao mesmo tempo aprendia um oficio...Só à tarde eu podia brincar com os meus eleitos amigos vizinhos, orgulhoso que estava de ter passado a manhã com meu pai que, todos os dias se revelava ser meu herói, sem empunhar qualquer arma criminosa. Com a técnica de um pintor, artista que empunha seu pincel, ele pegava com uma ferramenta chamada de tanaz, aquele ferro quente, em brasa, amolecido e enquanto vermelho, lhe dava as mais diversas formas, encomendadas por seus fregueses, que não eram poucos. Somente aos sete anos entrei na escola regular, já sabendo ler desde meus completos três ou quatro anos de idade. Parte com certeza, aprendi com minhas irmãs Luiza e Hilda e meu adorável cunhado Altamirando Vasconcelos, lá em Visconde do Rio Branco, com quem tinha aulas todos os dias, de domingo a domingo, das cinco horas da tarde até a hora da luz dos lampiões ou elétrica tudo iluminar e historias do bem vencendo o mal, me serem contadas por eles, meus anjos, até que adormecesse. Os heróis que povoaram as historias daqueles velhos tempos, eram os do bem. Naquela época não havia, mensaleiros, sanguessugas. Só conheci os anões da branca de neve, nunca os do orçamento. A mídia só fazia publicidade do azeite Beira Alta e de mais nenhum Beira...que matava ou mandava matar gente. Não havia nem balas perdidas, todas sem exceção eram deliciosas, ficavam em compoteiras de vidro e às vezes eram usadas para completar um troco, mas sempre serviam para adoçar nossas vidas. Caro leitor, peço que fique atento, pois junto com vocês quero entender porque tudo mudou em conforto material, mas em contra-partida as drogas, a violência e violência ilimitada que a todo minuto nos é mostrada, nos afasta da qualidade de vida que deveria ter vindo junto, com tantas novas informações, para todos nós. Será porque naquela época, ao passar na porta da oficina de meu pai Perón, outros homens, comerciante ou simples trabalhador, meu pai sobre eles comentava... Este é fulano, muito correto e trabalhador; Aquele e sicrano, homem direito e honesto, filho do saudoso sô fulano... Eureka... acho que descobri parte da causa...Mudaram o jeito de se educar uma criança e os homens exemplos estão à beira da extinção..É triste mas é verdade...Se eu voltar hoje, à frente da oficina do meu falecido pai, o que eu direi ao meu neto Vicenzo, sobre a maioria dos novos homens que passam nos tempos atuais...aqui ou mesmo lá na minha cidadezinha do interior...Aquele é fulano, tá rico...é muito vivo e trambiqueiro. Aquele é sicrano, homem sabido, muito sabido. Pausa. Tá querendo até ser político...É claro tem exceção...mas é exceção mesmo. Na próxima matéria a historia em busca das causas de tantas drogas e da VIOLÊNCIA & VIOLÊNCIA ILIMITADA continua ...

 
     
 
Notícia Publicada em: 03/04/2007

 

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