JOGANDO NOSSOS JOVENS NO PAREDÃO

     
 

 

É difícil abandonar um tema quando ele insiste em ficar presente na mídia, tendo parte nele negativa, com todo mundo de olho nele! Mas tenho por dever de oficio, ampliar minhas muitas observações sobre um tema que já abordei em matéria publicada aqui nesta coluna do PH, que continua e está a disposição para nova leitura no site, www.primeirahora.com.br com o titulo; É FANTASTICO... OS MEIOS DE COMUNICAÇÕES REAGEM AS DROGAS. Mas vamos aos fatos como parte desta reação. Um dos leitores do nosso Jornal PH, me enviou o seguinte apelo que não mudo uma só virgula ou palavra, feito através de um bom e ilustrativo e-mail: «Dr. José Gonzaga, leio todas suas matérias e sinto até falta quando em alguma terça ela não sai. Aquela que o senhor escreveu sobre a responsabilidade da mídia, tem que ser repetida para ver se o pessoal de uma certa Rede de TV, não lembra que o seu Reality Show por ser bom, é visto por milhões de pessoa, entre elas, milhares de crianças e jovens adolescentes. Esta TV, tem entre as responsabilidades assumidas com o Ministério das Comunicações, na concessão e continuidade de sua respectiva outorga, a de bem informar como parte de suas obrigações no campo sócio-cultural. Como os Deputados Federais não cobram do Governo, do Lulinha Paz e Amor, por não estarem também por sua vez, cobrando isto daquela Rede e outros abusos de outras, temos que cobrar nós mesmos. O programa Big Brother não poderia evitar, tanto merchandising, mostrando jovens bonitos e aparentemente sarados, bebendo descontroladamente até ficarem bêbados e tantos outros dentro daquela casa sendo tabagistas passivos, obrigados a aturarem seus brother(s), sempre de cigarro acesos a emporcalhar todo ambiente?», encerrou assinando. Dornelas...pai de dois filhos adolescentes. Eu respondo a você, Dornelas, com a certeza que estou respondendo a muitas outras pessoas que, a mesma perguntas fazem. Em tempo muito recente, não havia, nas Leis brasileiras, instrumentos jurídicos eficazes que apresentassem os deveres do Estado em relação à infância e à adolescência, hoje no entanto, este Estatuto estabelece claramente restrições para todas publicações destinadas ao público infanto-juvenil. Estas Redes de TV, disto sabem que suas matérias, as que permitem ir ao ar, não podem conter ilustrações, imagens, fotografias, legendas, crônicas ou anúncios de drogas ilícitas ou infelizmente licitas como são as bebidas alcoólicas, tabaco, armas e munições, mesmo acobertadas por este inteligente merchandising como esta visivelmente acontecendo no Big Brother, onde alguns dos pretensos ídolos, mesmo sendo sarados e bonitinhos, homens, mulheres ou gays, são maus exemplos para grande parte do seu publico alvo. Os adolescentes indiscutivelmente, buscam afirmar sua identidade pela forma de falar, vestir, andar em grupos e até, quando possível, freqüentar os mesmos lugares de seus ídolos. Posso garantir que essa forma de expressão não lhes tira o direito de serem ouvidos e aceitos em todo seu meio ambiente familiar, escolar e na sociedade. Com a devida atenção e orientação, os adultos podem interagir com todos adolescentes a fim de evitar eminentes riscos e problemas, entre os quais o abuso de qualquer droga, seja licita ou ilícita a eles apresentados. Esperamos que em breve, adultos responsáveis façam o que o programa não pode nesta edição mais fazer, ou seja, tirar do meio daqueles jovens, atraves do seu próprio paredão, os que ostensivamente bebem e muitos também fumam, passando a torcer e prestigiar aqueles que todas as noites, indiferente aos nossos costumes, chegam para mudar a velha ordem em que muitos de nós nascemos. Eu por exemplo. Mas isto não importa se for pela felicidade de toda família, digo que também, com este mínimo de balizamento, eu digo que fico...desculpe...digo que aceito, continuar vendo o Big Brother Brasil 7. Com uma condição, PAREDÃO NELES.


Como só o espaço da coluna esgotou, o tema volta na próxima matéria, vamos continuar dando uma espiadinha...desculpe novamente, lendo a continuação desta matéria.

 
     
 
Notícia Publicada em: 30/01/2007

 

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