O HOMEM PAROU DE PENSAR

     
 

 

Dentro do atual contexto das aflições nacionais, o tóxico e as drogas proibidas ganham, agora, o destaque maior nas conversas diárias, no noticiário nem sempre bem posto dos órgãos de comunicação, tanto no rádio, na televisão, nos jornais e revistas. Inquietante pergunta fica sem respostas.
As drogas proibidas, as ervas, enfim toda essa variação de substância alucinógenas e entorpecentes, os ácidos e os temíveis pós de cocaína e seus derivados, os xaropes, as associações de compostos medicamentosos, colocados à venda para outras finalidades terapêuticas, passaram hoje a compor o triste quadro que vemos e assistimos sem poder fazer alguma coisa de mais útil no sentido de coibir os altos interesses do tráfico clandestino que vence as repressões impostas pelas leis do País.
Maiores reflexões sobre o tema ensejam algumas considerações que se tornam válidas drogas e ervas, de um lado, prospera aceleradamente, obedecendo aos princípios da oferta e da procura. A partir de um raciocínio simplista, conclui-se que não se constituiria problema existir o perigo potencial dos produtos químicos desde que deles não se fizesse uso indevido.
Quais seriam os verdadeiros motivos que levam, principalmente os jovens, a se interessarem pela maconha (hoje, quase totalmente desmoralizada), pelos ácidos entorpecentes, pelas drogas misturadas em porções de “bolinhas loucas”, de maneira tão abusiva?
Não está nas substancias o verdadeiro mal.
É preciso entender, é certo, os motivos que diferenciam a juventude de hoje daquela do nosso tempo, das épocas tão saudosas e cheias de mais encanto. Afinal, todos aqueles que não pertencem ao grupo etário da geração de hoje foram também jovens e tiveram os seus problemas. Quais foram as formas usadas pelos adolescentes de então para se livrarem dos seus conflitos? Ou esses conflitos não existiam?
Mudaram-se os tempos, os modos, os costumes. Estaria nessa mudança a explicação que, infelizmente, não apresenta a fórmula capaz de resolver tamanho desafio neste triste inicio de século?
Os postulados da sadia moral e os sistemas de educação das crianças mudaram de tal forma que ensejam o natural desajustamento verificado nos dias de hoje. Sem falar agora dos pais bonzinhos, lembro o despreparo dos casais, os impulsos negativos gerados pela facilidade que o mundo moderno criou, a massificação gerada pelo excesso de informações, através dos jornais, internet, rádio, da TV e a rapidez oferecida pelo telefone celular. A sociedade desfigurada de seus mais nobres padrões de qualidade, são em suma, os elementos responsáveis pelas alterações da formação dos falsos conceitos, das monstruosidades hoje aceitas e louvadas como avanço revolucionário dos costumes. Nasceu uma reforma gerada pela aberração. As matrizes comportamentais que sobreviviam às mutações cíclicas nas mais variadas fases do mecanismo da vida entre os homens, passaram a “fabricar” verdadeiros “monstros” de tipologia estranha. A falta da devida orientação educacional serviu ainda por transformar as famílias no amontoado de filhos gerados pelos casais cheios de problemas, marginalizados, em um aglomerado que perde a cada dia as suas características de grupo dentro do moderno modo de vida.
Basta que se recomponha, com boa vontade, as marcas da seriedade já perdidas com o advento de tantas inovações. Basta que se dê finalmente, a todos, a oportunidade de amar e de ser responsável. Deve-se curar os doentes, os transtornados pelo vicio; projetar uma nova geração que não se enverede na fuga louca das sensações diabólicas que mais distanciam o homem de suas origens divinas.
O que falta é um pouco mais de juízo e de reflexões. Parece que o HOMEM PAROU DE PENSAR . . .o titulo desta matéria, são as minhas gratas lembranças do amigo, Jota Flores, jornalista, escritor, comentarista, pesquisador de temas sobre toxicomania (alcoolismo) e como eu, colaborador de jornais e revistas nacionais e estrangeiras, e que um dia pediu para que eu também continuasse com o meu olhar atento e se possível a denunciar. Continuei na certeza que o mais importante para mim foi ele, ter pedido que eu, não parasse de pensar.

 
     
 
Notícia Publicada em: 08/11/2005

 

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