"CALMANTES E AFETAMINAS"

     
 

 

Primeira parte

Os calmantes (chamados no jargão técnico de ansiolíticos, por aliviarem a ansiedade e a tensão) e as anfetaminas (droga com diversos propósitos médicos, sendo que o mais conhecido é como remédio para emagrecer). Estas duas aparentes e boazinhas denominações estão entre as drogas legais mais preocupantes da atualidade no mundo inteiro. Seu uso só deveria ocorrer com recomendação médica, pois auto-medicação ou a utilização indevida podem produzir dependência. Entre os jovens, estas drogas são conhecidas por bolinhas. Os calmantes e as anfetaminas surgiram na década de 50 e 60, já se passaram mais de meio século continuam aí, pelo menos até este 30 de julho deste 2006, quando terminei de preparar esta matéria; Elas e eles estão cada vez mais sofisticadas e a maioria sendo vendidas livremente a despeito de todas as Leis, regulamentadoras.
O primeiro deles, de nome esquisito, o meprobamato, foi logo abandonado, sendo que hoje em dia são muito utilizados os benzodiazepínicos, com os nomes popularizados pela mídia e seus usuários: Diazepam, Valium, Lorax, Lexotan, entre outros e os barbitúricos (fenorbital) entre outros por exemplo.
Segundo dados da única pesquisa que consegui para elaborar esta matéria, feita há 12 anos passado, para Associação Brasileira da Indústria Farmacêutica, dos 35 milhões de comprimidos de calmantes comercializados no Brasil durante 1994, 75% foram consumidos por mulheres. Vale aqui, como já fiz em outras matérias publicadas nesta coluna do PH, destacar mais uma vez Carlini e Masur, que em seu brilhante trabalho; “Drogas - Subsídios para uma discussão”, teorizam brilhantemente, a realidade sobre o consumo crescente destas drogas entre a população: Particularmente passei a estudar os efeitos destes inocentes “remedinhos” em função de internamentos pedidos, para consumidores de “bolinhas”.
Desde a Antiguidade o homem tem procurado lamentavelmente, drogas que possam exercer esses efeitos (calmantes), na tentativa de fugir dos problemas ou ignorá-los, em lugar de enfrentá-los ou resolvê-los. O álcool, várias plantas e até mesmo a maconha foram utilizados no passado, numa tentativa de se produzir esse estado de “tranqüilização”. Entretanto, só modernamente, nos últimos trinta anos, foram descobertas potentes drogas sintéticas que possuem a propriedade quase específica de produzir esse efeito.
E, como se pode deduzir, são drogas de muita procura. Resulta daí que tem havido um uso excessivo delas, levando a problemas médicos e sociais. Conforme será visto nesta e em mais duas edições desta coluna do PH, sobre calmantes, anfetamina e conseqüentemente também, parte desses problemas que é resultante da propaganda, use, use, excessiva dos laboratórios farmacêuticos, que, na ânsia de vender mais, tentam convencer os médicos e a população que mesmo os estados de discreta ansiedade, absolutamente normais, gerados por preocupações da vida cotidiana, precisam ser tratados, com elas é claro.
Além dos efeitos já mencionados, proporcionam aumento do sono, sendo normalmente receitados em casos normais de ansiedade, insônia, como relaxantes musculares, redutores de danos em relação a outras drogas ou ainda como anticonvulsivantes. Mas sua utilização, em vários casos, isto já esta cientificamente provado, por mais de algumas semanas pode causar dependência tanto física quanto psíquica, sendo que a tolerância ao medicamento também se desenvolve. Os efeitos colaterais apresentados pelo usuário são dificuldade na coordenação motora e lentidão dos movimentos, aumentando consideravelmente o risco de acidentes. O aumento também do apetite, sonolência excessiva e diminuição da memória e do desejo sexual são outras conseqüências indesejadas. Inconsciência e até a morte podem resultar de doses muito elevadas, ou ainda da mistura com bebidas alcoólicas que potencializam seus efeitos. A síndrome de abstinência pode trazer ansiedade, insônia, agitação, zumbidos, tremores, tonturas, dores de cabeça, irritabilidade, cãibras, desconforto abdominal, vômitos, náuseas e diarréias. Outro sintoma que pode acontecer é a convulsão. Os médicos não recomendam; Sob nenhum aspecto os calmantes devem ser utilizados durante a gravidez. Problemas extremamente graves como malformações, depressão do sistema nervoso central, sonolência, falta de apetite e flacidez da musculatura, podem acontecer com o bebê.
Na próxima matéria sobre, Calmantes e Anfetaminas, mostraremos como as crianças recém nascidas correm grande riscos, quando as mães são dependentes destas inocentes drogas.

JOSÉ GONZAGA É PRESIDENTE NACIONAL DAS COMUNIDADES TERAPÊUTICAS CRER-VIP E PAN-BRAS - PROJETO ANTIDROGAS BRASIL. Mais informações no site:www.crervip.org.br e-mail: gonzaga@mar.com.br

PESSOAS JURÍDICAS OU FÍSICAS PODEM SE TORNAR SÓCIOS MANTENEDORES DO CRER-VIP e ajudar a recuperar crianças, adolescentes e adultos, vitimas do álcool e das drogas do INTERNATO REGIÃO DOS LAGOS, que funciona na Estrada Baía Formosa 700, em Búzios. Diretoria Regional: (22)2620-8933. Contribuições corretas são dedutíveis do Imposto de Rendas.

 
     
 
Notícia Publicada em: 01/08/2006

 

TELEFONES DE CONTATO

Regional Grande BH-MG - (031) 3621-6000
Reg.Consel.Lafaiete-MG - (031) 3763-5233
Regional dos Lagos - RJ - (022) 9814-1019
Regional Araruama - RJ - (022) 9973-8289

OUTROS CONTATOS
SOS-CRER-VIDA/VIP DIFERENCIADO
Triagem Central BÚZIOS 022-9814-1019
crervip@crer-vip.org.br
contato@crer-vip.org.br
NOTICIAS SOBRE DROGAS

Matérias em nossa TV CRER-VIP

Jornal Primeira Hora. Conheça a Coluna do nosso Presidente José Gonzaga.
Clique Aqui