... O CACHIMBO ESTÁ SEMPRE NA RODA DO CRACK

     
 

 

O material utilizado para o consumo desta droga é o cachimbo, normalmente produzido artesanalmente com uma lata de refrigerante com um furo na lateral para inserção do canudo por onde a fumaça será aspirada, colocando-se a pedra de crack no orifício superior da lata por onde o refrigerante é bebido. Copos de água mineral com tampa de papel de alumínio também são muito utilizados. Um artigo baseado nos dados e na experiência adquiridos em São Paulo durante o “Projeto Cocaíno WHO”, quando foram entrevistados usuários ou ex-usuários de crack, de autoria dos pesquisadores do CEBRID (Centro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas), Solange A. Nappo, José Carlos F. Galduróz e Ana R. Noto; intitulado “Uso do ‘crack’ em São Paulo: Fenômeno emergente?” Pois trouxe na época números alarmantes. Foram estudos que apontaram o crack como uma das formas mais arrasadoras do uso da cocaína. Revelando que “jovens com menos de 20 anos pertencentes a diferentes classes sociais, com predominância da classe baixa, são os consumidores preferenciais. Entre eles, o crack é classificado como droga anti-social e egoísta que os leva a um isolamento social. A paranóia que se instala gera medo e suspeita das pessoas, o que contribui para esse isolamento e confinamento a locais fechados.” “O usuário rapidamente tem ruptura de caráter. A mentira passa a fazer parte de seu discurso, que associada à desconfiança pode gerar agressividade e até violência.” “A compulsão para o uso da droga (fissura) parece ser mais forte que a desenvolvida pela cocaína nas outras formas de consumo (aspirada, injetável), impedindo qualquer uso controlado. Em menos de um mês, instala-se a dependência, que para muitos traz também a necessidade de roubar e ou prostituir-se para sustentar o vício.”
“A degradação física é outra característica do usuário de crack. Ele perde peso logo no início do consumo, passando a não mais cuidar do seu corpo, deixando de lado os princípios básicos de higiene.” “Devido a essas características, o crack parece ser incompatível com qualquer modo tradicional de vida (trabalho, estudo, relacionamento amoroso, etc.), marginalizando totalmente o indivíduo que dele faz uso.” “A forma ‘sedutora’ com que se apresenta o uso do crack, ou seja: Leve... (é apenas fumado), não necessitando de seringas e agulhas que para muitos constituem-se em violação ao próprio corpo; a não transmissão do HIV pela via pulmonar; e os poderosos efeitos alcançados em segundos, são fatores primitivos de aumento cada vez maior do consumo desta droga em todo o país, podendo transformar-se em mais um problema emergente de saúde pública a curto prazo.” “ Baseado neste e em tantos outros trabalhos da maior seriedade, acredito que as campanhas de repressão e prevenção ao abuso de drogas desenvolvidas em todo país, que em relação à cocaína tem enfocado apenas seu uso endovenoso, devem urgentemente ser revistas no sentido de que o crack e a maconha, também sejam abordados, descaracterizando esse uso aparentemente inofensivo.” A noticia, publicada pelo PH, deste próximo passado dia 14 de julho, com o titulo “GUARDA MUNICIPAL E POLICIA MILITAR INICIAM AÇÕES JUNTO ÀS ESCOLAS” e nela anunciando que a Policia Militar já infiltrou gente nas escolas, para detectar maus elementos e conseqüentemente, acredito, passadores de drogas entre os estudantes merece elogios titulo a ação, como o verdadeiro, SERVIÇO DE INTELIGÊNCIA. É louvável, esta informação do coronel Antonio Oswaldo, coordenador da Guarda Municipal de Búzios, que em conjunto com a 5ª Cia PM, comandada pelo tenente Henrique José dos Santos, que merecidamente estão recebendo apoio dos pais para agirem nas escolas. A experiência e conhecimento que obtive ao longo da caminhada, com vários mestres do tratamento, da prevenção e da repressão, um dia, me impressionaram as palavras, sempre presente nos fóruns e seminários que junto participamos, a do um amigo, Delegado da Policia Federal, Dr. Cláudio Dornelas; “Quando nós os responsável pelo combate e repressão as Drogas, começarmos a usar um serviço ao alcance de todos nós, simples e eficaz, a INTELIGÊNCIA , começaremos a conhecer e só assim, destruir as bases do crime.” Concluo... O crime oriundo das drogas, não é organizado, ele é atrevido, desrespeitoso e inconseqüente. Nós e que urgentemente temos que de fato nos organizarmos como sociedade comprometida, com uma boa qualidade de vida.

 
     
 
Notícia Publicada em: 25/07/2006

 

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