DROGA... TÍNHAM “CRAQUES” DEMAIS!

     
 

 

Por diversas vezes, escrevi nesta coluna que DROGAS não são somente composições químicas, podem ser denominação de coisas que fazem mal ou nos desagradam, tais como: políticos, patrão, empregado, etc... No momento, como todo BRASILEIRO, estou com raiva e quero denunciar que aqueles “CRAQUES” produziram os mesmos efeitos do CRACK, pois, ao consumí-los, acreditando que eles nos fariam um bem, sem limites liberamos nosso consciente e inconsciente, passando a deles depender - “quebramos a cara”! Saímos prematuramente da COPA após termos “curtido juntos” uma tristeza nacional. Lamento lembrar, mas muitos de nós durante a copa, fomos DEPENDENTES DE DROGAS, digo DEPENDENTES DE HUMANOS. Agora, estamos também com a nossa auto-estima lá em baixo. Finalmente, como os “CRAQUES” mesmo dizem: “Devemos encerrar o assunto e SAIRMOS PRA OUTRA. “
Eu, como pouco entendo de futebol, volto a pesquisar e a escrever a minha coluna, mas sem perder a oportunidade de escrever sobre o outro “CRACK”, que também pode fazer muito mal, quando nele confiamos. O tema como é longo, também será publicado em capítulos. Neste primeiro, como sei que muitos jovens e estudantes estão colecionando as matérias para futuros trabalhos sobre drogas, tento ser o mais didático possível. O CRACK são pequenas pedras de formatos irregulares, fumadas em cachimbos, na maioria das vezes improvisados. O crack é uma mistura de cocaína em pó, convertida em alcalóide pelo tratamento com um álcali (amônia ou bicarbonato de sódio). Recebeu este nome porque faz um pequeno estalo na combustão quando fumado. Mais barato que a cocaína, produz um efeito forte que dura muito pouco tempo, aumentando o consumo rapidamente e encarecendo a dependência. Em São Paulo, uma pedra de crack chega a custar 15 reais. Se o dependente fumar cerca de vinte pedras por dia, gastará 300 reais em um único dia. Os efeitos produzidos no usuário são basicamente iguais ao da cocaína, porém muito mais intensos. Causa irritabilidade, depressão e paranóia, algumas vezes levando o usuário a ficar violento. Afeta a memória e a coordenação motora, provocando um emagrecimento acentuado, debilitando o organismo como um todo. Atualmente, é a droga que mais causa devastação no organismo do usuário. O Dr. Içami Tiba, em 123 respostas sobre drogas, assim discorre sobre as reações que esta droga provoca no organismo: “O crack leva 15 segundos para chegar ao cérebro e já começa a produzir seus efeitos: forte aceleração dos batimentos cardíacos, aumento da pressão arterial, dilatação das pupilas, suor intenso, tremor muscular e excitação acentuada, sensações de aparente bem-estar, aumento da capacidade física e mental, indiferença à dor e ao cansaço.” Mas se a droga leva apenas 15 segundos para chegar ao cérebro e começar a produzir estes efeitos, estes também tem um curto período de duração: cerca de 15 minutos. A cocaína endovenosa, por exemplo, produz as primeiras reações em 3 a 5 minutos, com duração que varia entre 30 e 45 minutos. Esta característica talvez explique o poder que esta droga exerce sobre seus usuários. Segundo Solange Nappo, bioquímica e pesquisadora do Cebrid, Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas, “a compulsão para o uso do crack (o que os dependentes chamam de ‘fissura’) é muito mais poderosa que a desenvolvida pela cocaína aspirada ou injetada.”
Na segunda matéria, apresentarei os resultados de uma das mais sérias pesquisas sobre o CRACK, feita pelo Grea - Grupo Interdisciplinar de Alcoolismo e Famacodependências do Hospital das Clínicas de São Paulo.

 
     
 
Notícia Publicada em: 11/07/2006

 

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