DESMASCARANDO O ÁLCOOL - 5ª PARTE

     
 

 

Como os efeitos da bebida dependem do nível de álcool no organismo, devemos ao primeiro gole, ficar atento aos efeitos sobre á coordenação motora do consumidor e de imediato pedir, por exemplo; Não operar máquinas perigosas ou dirigir automóveis, depois de beber. Quando uma dose é tomada muito depressa, o nível sobe mais rapidamente porque o organismo tem menos tempo para distribuir o álcool para os diferentes tecidos, iniciando assim sua metabolização. Quanto maior o teor alcoólico da bebida mais rapidamente ela será absorvida, aumentando desta maneira o nível alcoólico do organismo. Sobre os efeitos do álcool, vamos retornar aos ensinamentos contidos nas já publicadas matérias, nesta coluna semanal do Primeira Hora, sobre DROGAS E SOLIDARIEDADE... Em pequenas quantidades pode ocasionar sensação de bem estar, alegria, excitação, facilidade de comunicação. Em maiores quantidades aparecem irritabilidades, sonolência, tontura (Que afeta o equilíbrio e provoca aquela conhecida dificuldade de caminhar nas pessoas embriagadas), que podem agravar-se, com perda de consciência, anestesia, coma profundo e morte por depressão respiratória. A ingestão de álcool ocasiona vasodilatação (aumento do diâmetro dos vasos) e perda de calor pela pele, diminuindo a temperatura corporal. Uma pessoa alcoolizada não deve ser exposta ao frio. ATENÇÃO: Vamos aqui denunciar um mito. Não dê banhos frios ou fique colocando um alcoolizado frente a ventiladores ou janelas para ficar pegando ar fresco. Pelo contrário, o alcoolizado deve ser aquecido com agasalhos. As pesquisas ensinam: O nível alcoólico máximo permitido para motoristas é de 80mg% que é atingido em uma hora, quando um adulto bebe o correspondente a 2 copos de cerveja. É preciso salientar ainda que, por causa da tolerância, o organismo das pessoas que bebem regularmente acaba acostumando-se com o álcool, demorando mais para surtir os mesmos efeitos. Portanto, as pessoas que se consideram “fortes para a bebida” correm maiores riscos do que aquelas que ficam alteradas com uma ou duas doses. Acho não ser demais repetir também nesta quinta matéria, sobre os inúmeros danos causados pelo álcool. Podemos até catalogá-los em diversas categorias: Problemas sociais: desajustes no lar e separação conjugal, perda de emprego, incapacidade de desempenhar papéis sociais, endividamento, acidentes de trânsito e demandas legais. Distúrbios psíquicos: empobrecimento da auto-imagem, perda de memória, problemas de orientação temporal e espacial, delírio alcoólico, desestruturação da personalidade, ciúme patológico, alienação e demência. Doenças físicas: hepatite, cirrose hepática, inflamação dos nervos dos braços e pernas (polineurite), problemas do coração, disfunções do pâncreas, gastrites e úlceras estomacais, deficiências vitamínicas, traumatismos, redução da coordenação motora, impotência sexual e lesões cerebrais.
Durante a gravidez, o álcool não deve ser consumido em qualquer quantidade. Os problemas decorrentes da ingestão de bebidas alcoólicas podem ser inúmeros no recém-nascido: retardamento mental, deformidades da face ou da cabeça, doenças cardíacas, retardo do crescimento e problemas de coordenação motora são alguns efeitos que podem surgir nestes casos. São freqüentes ainda as ocorrências de dificuldades do aprendizado e problemas psicológicos à medida que a criança cresce. Se a mãe é alcoolista, existe a possibilidade de que a criança apresente síndrome de abstinência alcoólica e convulsões. A mortalidade também ocorre com maior freqüência nas gestantes que bebem demais.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, cerca de 9,8% da população brasileira bebe em excesso. Isto significa que aproximadamente 16 milhões de pessoas, têm problemas com a bebida no país. As perdas daí resultantes são assustadoras. Não existem muitas pesquisas confiáveis no Brasil, mas estima-se que um quinto dos acidentes de trabalho são provocados pelo álcool, e geralmente acontecem no início dos turnos ou após o almoço, ocasiões em que o trabalhador está sob o efeito de bebida alcoólica. Isto sem falar na impontualidade, faltas repetidas, mau desempenho, ocorrências disciplinares, longas e freqüentes licenças para tratamento de saúde e a aposentadoria precoce...

ESTA MATÉRIA CONTINUA
NA PRÓXIMA SEMANA.

 
     
 
Notícia Publicada em: 06/06/2006

 

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